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20 de março de 2026 2 min de leitura

Lula zera imposto do diesel para conter alta do petróleo e governo prevê queda de até R$ 0,64 por litro

Guerra no Irã vem elevando os preços do barril no mercado globalO presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (12) um decreto que ...

Por Roberto
Publicado em 20 de março de 2026 Atualizado em 20 de março de 2026
Lula zera imposto do diesel para conter alta do petróleo e governo prevê queda de até R$ 0,64 por litro

Guerra no Irã vem elevando os preços do barril no mercado global

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (12) um decreto que zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, o governo publicou uma medida provisória criando uma subvenção para produtores e importadores do combustível. O objetivo é reduzir o impacto da alta do petróleo, causada pela guerra no Irã, e evitar que o aumento chegue ao bolso de motoristas, caminhoneiros e consumidores.

As medidas são temporárias e valem até 31 de dezembro. Segundo o Ministério da Fazenda, o corte de impostos deve reduzir o preço do diesel em cerca de R$ 0,32 por litro nas refinarias. A subvenção deve gerar uma redução adicional de R$ 0,32, totalizando queda estimada de R$ 0,64 por litro. Para receber o benefício, produtores e importadores terão que comprovar que o desconto foi repassado ao consumidor final.

Com a isenção de PIS e Cofins, o governo calcula uma perda de arrecadação de cerca de R$ 20 bilhões. A subvenção ao diesel deve custar mais R$ 10 bilhões aos cofres públicos. Para compensar esse impacto, o governo criou uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo, com previsão de arrecadar aproximadamente R$ 30 bilhões até o fim do ano.

Também foi publicado um segundo decreto com medidas permanentes para reforçar a fiscalização e aumentar a transparência no mercado de combustíveis. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) ficará responsável por definir critérios objetivos para identificar práticas abusivas, como aumento injustificado de preços ou armazenamento irregular de combustíveis para especulação.

Segundo o governo, o diesel é hoje o combustível que mais pressiona a economia, pois influencia diretamente o transporte de cargas, a produção agrícola e o preço dos alimentos. A expectativa é que as medidas ajudem a reduzir custos nas cadeias produtivas e evitem repasses maiores para a população.

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

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