Defesa de Marcola afirma que líder do PCC não conhece Deolane Bezerra
A defesa de Marco Willians Herbas Camacho afirmou na quarta-feira (27) que o líder da facção criminosa PCC não conhece a influenciadora Deolane Bezerr...
A defesa de Marco Willians Herbas Camacho afirmou na quarta-feira (27) que o líder da facção criminosa PCC não conhece a influenciadora Deolane Bezerra nem Everton de Souza, presos sob suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro investigado em São Paulo. A informação foi divulgada pelo advogado Bruno Ferullo após reunião realizada com Marcola na Penitenciária Federal de Brasília, na última segunda-feira (25). Segundo a defesa, Marcola negou qualquer vínculo com a transportadora investigada pelas autoridades por supostamente movimentar recursos ligados ao Primeiro Comando da Capital. De acordo com o advogado, o único relacionamento admitido pelo detento envolve seus familiares Alejandro Camacho, Leonardo Camacho e Paloma Camacho, também citados nas investigações. Ainda segundo a defesa, Marcola reagiu com “surpresa e indignação” ao tomar conhecimento de que havia sido incluído entre os alvos da Operação Vérnix, deflagrada para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro atribuídas à facção criminosa. As investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil apontam que Deolane Bezerra teria recebido valores oriundos de uma transportadora apontada como ligada à estrutura financeira do PCC. Segundo os investigadores, a empresa seria operada por laranjas e utilizada para movimentação e ocultação de recursos ilícitos. A apuração também aponta que Everton de Souza atuaria como articulador financeiro das transferências destinadas à influenciadora. De acordo com o inquérito, mensagens interceptadas mostrariam solicitações de depósitos em contas ligadas a Deolane. A prisão da influenciadora ocorreu na última quinta-feira (21), durante desdobramentos da Operação Vérnix, investigação que teve origem em bilhetes e manuscritos apreendidos em um presídio de Presidente Venceslau. As autoridades afirmam que os documentos continham ordens internas da facção criminosa e referências a integrantes da organização. Segundo a investigação, a partir das análises financeiras, Deolane foi identificada como beneficiária de valores considerados suspeitos oriundos da transportadora investigada. A defesa da influenciadora sustenta que ela é inocente e classificou as medidas adotadas na operação como desproporcionais. O ministro Flávio Dino já negou pedido de soltura apresentado ao Supremo Tribunal Federal, argumentando que ainda existem instâncias processuais anteriores a serem analisadas.